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Palavras de Areia

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.

Palavras de Areia

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.

1986 - As minhas memórias

E, graças à recente série 1986, outra viagem no tempo aconteceu. O meu pai, um acérrimo partidário do CDS e um exemplo de campanha pelo Freitas, com os seus Prá Frente Portugal na caixa do correio, na parede do nosso quarto (entendenda-se meu e da minha irmã e único que permitia tal acometimento ao papel de parede), no belo do blusão, e tenho pra min, um ou outro que surgiu na porta da rua e junto às campainhas do prédio. E como campanha sem bandeira não é campanha, eram muit...as, tantas, que sobreviveram muitos anos lá por casa, se bem que à custa de outras serventias. E bandeira, que é bandeira, dança ao som da sanfona, desculpem, hino, que tanto chateava as vizinhas e dava direito às suas visitas inesperadas a pedir educadamente a música um pouco mais baixa, que havia crianças a dormir e dores de cabeça a pedir silêncio (não esquecer que a figura de Adamastor do meu pai, intimidava qualquer marinheiro). E sim, agora percebi porque naquele tempo, o meu pai era um fã incondicional dos Taxi. Porque no auge dos meus sete/oito anos, o meu reportório variava entre um Jardim da Celeste, Chiclete e Não sejas mau pra mim.
E aqui ficam estas minhas conjecturas, partilhas de uma vida, de um tempo, que guardo deliciosamente em mim.

Obrigada, RTP e 1986!

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