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Palavras de Areia

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.

Palavras de Areia

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.

Romanceando sorrisos

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É tão bom quando nos agarramos a um bom livro, desligamos da realidade e nos embrenhamos pelas histórias, pelas vidas, pelas casas, pelos pensamentos dos personagens. Como que uma mosca que testemunha tudo sem darem por ela. Somos omnipresentes naquele universo paralelo.

Adoro a relação intimista que é a leitura. Ali ninguém entra. Aquele momento é nosso. Nosso e dos personagens que visitamos naquele momento. Não partilhamos sofás, nem comandos. E se for cativante o suficiente, trespassa-nos com os sentimentos que por lá pairam. Recordo livros que me provocaram calafrios, outros que me fizeram chorar, outros rir, mas os que mais gosto são os que me fazem sorrir. Sorrir :) Sorrir pelas histórias, pelos amores, pelos amantes, pelas amizades profundas, pelas famílias, pelos finais felizes. Adoro abrir um livro, respirar fundo e pensar aqui vamos nós, qual astronauta pronto para a viagem. E se gostei realmente, no final fica aquela angustiazinha de não poder mais acompanhar aquelas vidas. Que será feito deles agora?

Costumo reclamar com a minha mãe, ao ver o seu desatino com a televisão, a barafustar para o ecrã, dizendo-lhe "Mãe, é só uma novela!", "Mãe, é só um filme!". Mas na verdade, quando leio e me deixo machucar pelos problemas e tristezas fictícios, quando sorrio para os finais felizes...é só uma história.

E ao deitar, adormecer numa vida que não é a minha, embalada pelas letras, qual canção de embalar. Há lá melhor remédio para dormir?!