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Palavras de Areia

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.

Palavras de Areia

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.

18.10.19

Enraizado

in Somos Mais do que Histórias - Desabafos de Amor, Cordel d´Prata

Maresia
Olhei-te sem te ver. Senti-te em mim. O teu esboço gravou-se na minha tela, Que espreito e me espreita aqui e ali. És árvore que abracei, na qual me sento. Respiro, gozo a sombra e a luz, Mas que não ouso subir, com receio, Do deslumbre da tua copa, do mundo que vislumbras no topo. Desejo percorrer-me em ti, Ser raiz que te prende em mim, Mas não ouso. Assim, vou aperfeiçoando o teu retrato, Enamorando-me pelos teus traços, Criando momentos imaginados, Em que te percorro, te cheiro. (...)
13.10.19

Quando o coração dispara...

Maresia
Recebeste-me nos teus braços, Nos teu barco, nas tuas marés. Ondulámos ao ritmo da pulsação... Entrelaçados numa dança, Acelarámos ao bater do coração... Mão na mão, Pele na pele, Boca na boca, Olho no olho, Alma na alma... Atracámos juntos, seguros, Exaustos, felizes. Sorrimos. Sorriste-me, sorri-te. E sorriremos sempre... À memória daquela viagem. Arrepiados, estremecidos. Pelo bom, pela saudade, Para sempre...
11.10.19

Acreditar

Sempre

Maresia
Quero acreditar que na falta do teu beijo, Sempre arranjas maneira de me fazer sorrir. Quero acreditar que na falta do teu abraço, Sempre arranjas maneira de me iluminar no escuro. Quero acreditar que na falta de me agarrares a mão, Sempre arranjas maneira de me salvar da queda. Quero acreditar que na falta da tua força, Sempre arranjas maneira de me dar coragem. Queremos acreditar que sim.  
02.10.19

Breviário das Almas

Um Conto de Mestre

Maresia
Joaquim Mestre escreveu "Breviário das Almas", um título que me chega pelas mãos da sua aldeia natal, Trindade, concelho de Beja. Conto vencedor do Prémio Manuel da Fonseca 2008. De leitura breve, mas intensa. De se perder o fio à meada, este breviário de vidas, de amores, de desfechos intensos. Fantasticamente perturbador, que no seu finalmente nos sorri e conforta. Conto que nos remexe, nos guia e nos faz refletir no imenso que somos e no nada que nos espera. E o cenário destas (...)
30.09.19

Porque não me entendes...

in Somos Mais do que Histórias - Desabafos de Amor, Cordel d'Prata

Maresia
De mim arranquei o melhor, Renascido da lama onde afundei, Para te dar, partilhar, sentir. Mas tu não me vês, não me alcanças. Como perdida no nevoeiro. Não me escutas, não me entendes. Como gritos abafados no caos, Somos decibéis dissonantes. Universos paralelos, Que se encontram ao pôr do sol, Para logo se perderem de si... De ti.  Sou o que sou. Sem filtros, sem máscaras, sem dó. Digo o que sinto, o que penso, o que vejo. Sou um rio de águas límpidas, Que corre pelo leito (...)
28.09.19

O Nosso Primeiro Encontro

15 anos de amor incondicional

Maresia
Meu Francisco, Hoje, decidi imortalizar o nosso primeiro encontro na palavra escrita. Esta é também uma memória tua, para reviveres e recontares. Há 15 anos, estava pronta para te receber. Ou melhor, a rebentar para te conhecer. A tua já grandeza e superpoderes começavam ali... Confesso que receava a qualquer momento, ao mínimo toque, rebentar qual balão sob pressão. Não querias sair do aconchego e o médico, ao fim de dezenas de observações e ponderações, lá decidiu que (...)
23.09.19

Deixa

Maresia
Deixa-me ir contigo, Debaixo do teu guarda-chuva. Debaixo do teu abraço. Num enrosco, Estreito no peito. Eu calo-me, Tu escutas-me. Deixa chover... Deixa-me ficar.
06.09.19

Bom regresso às aulas, rapazes!!!

Maresia
A partir de segunda-feira, começam as idas para a escola e os meus dias passam a ser mais cinzentos sem a vossa balbúrdia e emoção. Continuarei a fazer caretas, mas é de aborrecida, sem vocês não é a mesma coisa! Sou uma sortuda porque graças ao meu trabalho vos tenho mais perto e, apesar de ralhar e barafustar todos os dias, confesso que não vos queria ver pelas costas. Somos uma casa cheia! Em todo o lado, somos uma casa cheia... Mas agora, é tempo de regressarem às (...)
03.09.19

Contos d'amor

Silêncios

Maresia
A rua estava escura, silenciosa, como se o tempo tivesse parado. Achava-se sozinha, com as lágrimas a correrem-lhe pelo rosto, as mãos cerradas e os olhos postos no imenso céu estrelado, quando sentiu que alguém se aproximara. Arrepiou-se, hesitou em girar o corpo, envergonhada pelo choro, sem saber como disfarçar. O vulto avançou e colocou-se a sorrir à sua frente. Mantiveram-se em silêncio, naquilo que pareceu uma eternidade, até que se soltou um olá rouco, se esboçou um (...)