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Palavras de Areia

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.

Palavras de Areia

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.

30.08.19

A meio do caminho...

A minha tatuagem


Maresia

Respirei coragem, enchi o peito de amor e lá fui eu impregnar em mim sentimentos e sonhos na pele.
E não podia deixar de ser o meu artista de coração preferido a representar os meus estados de alma. E magicamente, os seus dedos desenharam com a simplicidade dos meus olhos...

Queria estrelas, porque é sempre a elas que me confesso e é ao céu estrelado que peço ajuda de cabeça erguida, mesmo quando derrotada. Gosto de acreditar que os que partiram habitam nas constelações e me guiam. Na falta de ter fé num Deus, agarro-me ao céu e aos meus anjos. E como que arqueiros de esperança, se me sentem perdida, me atiram setas que me mostram o rumo e me guiam. Foi sempre assim...e curiosamente, foi um dos meus anjos preferidos que me ensinou, ainda levada pela sua mão, a pedir um desejo com muita força à primeira estrela que visse no céu.

E também hoje, o meu príncipe II faz 8 anos, o número do infinito, e infinito é este amor que tenho pelas minhas 3 criaturas mágicas, as estrelas cadentes que me confiaram, e pela vida. E desejo muito que sejamos muito felizes!

Agora, quis marcar a tinta o meio do meu caminho, na esperança que o melhor ainda esteja para vir...

 ❤

 

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30.08.19

...


Maresia

Piratas, heróis e dinossauros.
São ataques e fugas.
Jogos imensos de bola,
Vibrantes finalíssimas.
São gritos, pulos e reviravoltas.
És tu e o teu fogo de artifício!

Príncipe loiro arrepiado,
Desvairado de vontades,
Turbilhão de emoções,
Metralhadora de vida
Que me bombardeia de amor.

Estarei sempre aqui para ti.
Amo-te muito, muito, muito!

Parabéns!!! 

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29.08.19

Lado a lado


Maresia

Um ano, dez meses e vinte e sete dias nos separam. Certamente, não te recordarás da tua vida sem mim. Infância a nossa, de verdadeira irmandade, cumplicidade e de seguir em frente de mãos dadas. Mais para meu amparo e doutrina. Através dos teus olhos descobria o mundo e seguia os teus passos como lapa curiosa, chata e desvairada. Desculpa a tormenta perante as vontades e desaires desta irmã mais nova.
Crescíamos num mundo só nosso, lado a lado. Diziam-nos gémeas, mais pela malfadada indumentária igual que a mãe insistia, do que pelo todo. Sim, porque embora sempre juntas, tão diferentes no direito e no avesso.
Tu sonhavas com faraós e eu com cavaleiros de capa e espada. Talvez por isso, tu te tenhas tornado numa segura Cleópatra de olhos rasgados, ambicionando desvendar o segredo das pirâmides deste mundo e procurando imortalizá-lo no teu sarcófago de conhecimentos. E só mesmo uma relação próxima com deuses te faria tão sábia. Já eu, uma rebelde Lady Marion, sempre a subir à torre mais alta do castelo para sonhar o mundo lá fora, sempre a questionar e a argumentar o que me diziam ser e para ser.
Tu preferias a noite, a companhia da lua e das trevas. As manhãs querias de preguiça. Já eu, madrugadora, despertava com os primeiros raios de sol.
Horas de negociação para chegarmos a consensos lúdicos, musicais e cinematográficos. Nas horas de estudo, tu a precisares da tua banda sonora preferida e eu a implorar por silêncio.
Foi o sangue que nos uniu, mas foram as nossas dicotomias e brigas que nos uniram para sempre. Nunca desistimos uma da outra. Mais valia um braço torcido do que as costas viradas.
Por estes dias, andámos a vasculhar memórias, a arrumar uma vida que ficou lá atrás. Confesso que fico de coração partido, não sei viver sem me agarrar ao passado, às vidas que se esfumaram dos espaços e que já não posso beijar. Já tu, nunca foste beijoqueira. (Quantas vezes te imploraram para dar um beijo à senhora?) As tuas memórias são biografias históricas de feitos e conquistas. As minhas, autênticos romances impregnados de emoção.
Mas sem querermos ser iguais, no meio das nossas desavenças, estaremos sempre lado a lado. E aquilo que nos uniu jamais se findará.
Amo-te muito, mana!
Parabéns!!!

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24.08.19

Vamos à aldeia.


Maresia

Recordo a música do empedrado, o desfile das brancas caiadas, o ladrar dos cães, os anciãos nas escadas de Deus e, por fim, aquelas vozes melodiosas de boas vindas. Era assim, o regresso à pequena aldeia. Aldeia de ecos, de crianças livres, mulheres de negro e homens camuflados. Raízes que me prendiam ali, distantes do meu mundo que ficara bem lá para trás, no fundo da longa estrada.
Universo paralelo da minha infância, onde descobria os avós, os tios, os primos. Onde a minha mãe era a Rosa da Adega, personagem que eu imaginava que ela vivera e perdera algures entre o liceu de Beja e a vinda para Lisboa, tão jovem.
Tenho saudades do vamos à aldeia, dos rostos que se fecharam e que jamais me receberão de volta naquelas portas de postigos e peais.
Trindade, santíssima aldeia dos meus antepassados, que cruzaram a minha infância e se impregnaram na minha alma e coração.

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12.08.19

Greve a que tanto obrigas... a quem?


Maresia

Greve a que tanto obrigas a tua Entidade Patronal? Ah! Não! A que tanto obrigas o povo, os portugueses.
Bem, e as gasolineiras, à semelhança de abril, têm um encaixe financeiro generoso...
E ordenados à parte, porque tantos são os portugueses com ordenados precários, salários mínimos e sem ajudas de custo à parte... Quantas horas extra não fazemos todos??? Quantos de nós não fazemos e fizemos horários rotativos e fins de semana sem receber por isenção de horário de trabalho???
E agora, se militares e forças de segurança se recusassem a ser chamados para mais trabalho extra???
E os recibos verdes??? E os milhares sem emprego certo, sem contrato efetivo, sem saber se para a semana terão sustento???
Desculpem! Todos temos direito a contestar, reenvidicar direitos, mas arranjemos forma de prejudicar a quem é devido...não aqueles que correm risco de não ir trabalhar por não terem dinheiro para atestar depósitos, não aqueles com reformas miseráveis que poderão ver-se sem bens essenciais porque não têm como deslocar-se e atestar despensas...
Greve sem fim à vista??? Daqui a 2 semanas, com um arrombo no ordenado, com os vossos filhos e avós sem pão e leite, repensem a vossa forma de protesto, sentem-se e cheguem a um acordo civilizado e justo para todos, vós e nós, os outros trabalhadores portugueses.

 

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