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Palavras de Areia ®

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã. Poemas meus e desabafos de amor e de vida.

Palavras de Areia ®

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã. Poemas meus e desabafos de amor e de vida.

10.09.20

...

Maresia
Quando me iluminaste, Ao nascer do dia, No horizonte, na aurora, Despontaram em mim os sonhos Que escondera no escuro, adormecida... E foi de rara beleza, O nosso reencontro... De almas. Agora, que findam as horas, Ao despedir do dia, O sol e o horizonte, Brindam com encanto e espanto O lusco fusco da partida... E é uma tela inesquecível, O nosso adeus... De corações.  
26.05.20

No fim.

Quando subir às estrelas...

Maresia
Quando o vento me elevar às estrelas, Chorem-me de sorriso no rosto, Lembrem-se da minha verdade, Das piadas, das bocas, da amizade sincera. Flores, girassóis e margaridas, sem fitas. Vistam-me de túnica branca, couraça romana, descalça. Toquem músicas, as minhas, do coração. Leiam poemas, os desabafos, tão meus. Declamem Sophia, Eugénio, Pablo, Pessoa e Torga. Contem as nossas histórias, alegres, aquelas de chorar a rir. Com as minhas cinzas plantem uma árvore, Quero ser raiz, (...)
22.05.20

Amar é...

a dois...

Maresia
Amar é respirar o outro, Numa falta de ar, do cheiro. É encher o peito, respirar fundo. É impregnar o corpo e alma Da essência, dos sentidos. Amar é queimar um pouco, Num desejo do toque, da pele. É abraçar o fogo, derreter em mel. É fundir o corpo e alma Com o outro, num só. Amar é entrelaçar os dedos, Numa troca de vida, de magia. É entregar a chave, abrir a janela. É abrir de corpo e alma O teu eu, o teu tesouro. Amar é perder o medo, Num ato de coragem, devaneio. É (...)
14.02.19

Sem Valentim

Maresia
Amaram-se sem perceber. Na indiferença, No olhar por trocar,  Nas palavras vagas. Já se traziam de outras vidas. Encontravam-se sem perceber. No pôr do sol,  No luar, Nos pensamentos. Olhavam o mesmo céu estrelado...  Perderam-se sem perceber.  Nos medos, Nas luzes artificiais,  Noutros amores. Soubessem eles a verdade.  E morreriam no beijo,  Se queimariam na pele, Entregariam as almas.