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Palavras de Areia ®

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã. Poemas meus e desabafos de amor e de vida.

Palavras de Areia ®

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã. Poemas meus e desabafos de amor e de vida.

31.01.21

Conto d'Amor

As últimas badaladas

Maresia
A igreja anunciava as findas horas da noite. Há 30 anos que assim era. As badaladas a soarem como a voz de uma mãe que anuncia que é tempo de levantar e hora do descanso. Em casa, os seus dias eram ritmados por elas, sem nunca perderem o fio ao tempo ou então, como acontecia nos domingos preguiçosos, despertavam para a demora nos lençóis, quando enroscados um no outro contavam em uníssono silêncio as batidas no ferro, para descobrirem que tardaram no ninho, no amor. Artur e Inês, (...)
18.01.21

Na dança do vento

Maresia
Sentada no tear da vida, Teci meu pano, fiado com sorrisos. De algodão branco de paz. Debruei-o com fios de ouro, De sonhos azuis céu. Bordei meu nome a verde esperança, Meu coração vermelho sangue. Lenço de amor, guardado ao peito, Enxuga minhas lágrimas, Dançando, esvoaça-as ao vento, E leva com elas os beijos, Que guardei em mim, Perdidos no tempo.    
13.04.20

Beijo

Dia Internacional do Beijo

Maresia
Aquele instante. Em que uma sinfonia toca, Em que tudo vibra, Pelo doce dos lábios, O laço das línguas, O quente das bocas, Na simbiose do beijo, O nosso. Aquele momento. Em que o desejo dispara, Em que tudo se acende, Pela paixão que invade, A revolução dos corpos, O toque da pele, Na última distância, Em que te tomo, Minha. Imagem: "O Beijo" de Gustav Klimt
03.09.19

Contos d'amor

Silêncios

Maresia
A rua estava escura, silenciosa, como se o tempo tivesse parado. Achava-se sozinha, com as lágrimas a correrem-lhe pelo rosto, as mãos cerradas e os olhos postos no imenso céu estrelado, quando sentiu que alguém se aproximara. Arrepiou-se, hesitou em girar o corpo, envergonhada pelo choro, sem saber como disfarçar. O vulto avançou e colocou-se a sorrir à sua frente. Mantiveram-se em silêncio, naquilo que pareceu uma eternidade, até que se soltou um olá rouco, se esboçou um (...)