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Palavras de Areia ®

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã. Poemas meus e desabafos de amor e de vida.

Palavras de Areia ®

Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã. Poemas meus e desabafos de amor e de vida.

14.11.21

Amar de cor

Maresia
Escolhem-te pela capa, Usam-te por vaidade, Lêem-te por interesse, Arrancam de ti o que querem, Rasgam páginas e páginas Silenciando a tua essência, Mascarando narcisos e centopeias. Há que reaprender com a alma, Interpretar com o coração, E esperar que te leiam inteira, Nas linhas e entrelinhas. Livro que se guarda na cabeceira do peito E se redescobre a cada madrugada Sabendo-o de cor e de amor.  
03.11.21

Colona

Maresia
Naveguei por mares desconhecidos, Prazeroros e sofridos... Acalentei a esperança de conquistas, Desfrutei a viagem, Perdida nos horizontes sem fim... Perdidamente iludida... Agora, esgotadas as forças, Rasgada pelos infortúnios, Ancorarei o meu barco distante, Apenas eu e o ondular das ondas A embalar a alma e o meu peito vazio, Adormecida do mundo. Esquecida. Que os sonhos me acordem de mansinho. Que apenas eu creia na minha existência. Ilha desconhecida e deserta, De areal (...)
31.10.21

As primeiras chuvas, Eugénio de Andrade

Outono em Sintra

Maresia
As primeiras chuvas estavam tão perto de ser música que esquecemos que o verão acabara: uma súbita alegria, súbita e bárbara, subia e coroava a terra de água, e deus, que tanto demorara, ardia no coração da palavra. As Primeiras Chuvas, Eugénio de Andrade, in Rente ao Dizer Outono em Sintra... Poesia que se acende nos meus caminhos. 💛  
31.10.21

Pauta

Maresia
Na pauta da minha vida, Ritmos e notas da alma, Guiada pelo sol, melodia, Cantando a minha canção. Dançando de sorriso ao peito, Trauteando sonhos, ternuras, Escrevo a letra, alegoria, Compondo cada refrão. Soam sonoridades de espanto, Falsetes de dor e paixão, No corpo, acordes, bateria, Tocando ao meu coração. Imagem/colar : www.saluca.pt
22.10.21

Nas asas da saudade...

Maresia
As estações findam... Por vezes, apenas o silêncio das pedras, imortais, parece resistir... O canto é um eco que retorna vazio... E nesse lugar, sem lugar para ninhos e enlaces na ternura dos dias... Com ventanias bravias que afugentam e varrem as flores e os clamores... Há que abrir as asas da saudade e voar sem olhar para trás...  
17.10.21

Voa

Maresia
Os céus iluminam-se para te ver voar, vestem-se das mais belas cores. Inusitadas telas encantadas, que nos sorriem magicamente. Abre as asas. Canta, encanta de liberdade o teu voo. Livre, leve, infinito. Ruma ao horizonte.  
10.09.21

Num manto de Girassóis

Maresia
Num manto de girassóis, Escondi o quebranto sem fim. Despida, véu de luz, Deixei o Sol descer em mim. E ofuscada de sonhos, Quente de amor, Descansei sorrindo Ao entardecer... Num manto de girassóis, Eras astro e eu, flor a nascer.  
25.08.21

O meu intento

Rimas ao vento

Maresia
Sempre que me sento A escutar o vento E em mim te reinvento, E em mim perco o tempo E tudo em mim é pensamento. Ali, quando tudo corre lento, Quando respiro fundo o alento. Ai, como eu tento... Rimar o meu e o teu, O sonho e o sentimento, Fazer da vida encantamento, Do acreditar um juramento, Do amor, meu sacramento.  
23.08.21

Pequena Elegia chamada Domingo

Eugénio de Andrade

Maresia
O domingo era uma coisa pequena. Uma coisa tão pequena que cabia inteirinha nos teus olhos. Nas tuas mãos estavam os montes e os rios e as nuvens. Mas as rosas, as rosas estavam na tua boca. Hoje os montes e os rios e as nuvens não vêm nas tuas mãos. (Se ao menos elas viessem sem montes e sem nuvens e sem rios...) O domingo está apenas nos meus olhos e é grande. Os montes estão distantes e ocultam os rios e as nuvens e as rosas.
01.08.21

Desenlace

Maresia
Vim aqui despedir-me. Desenlaçar os fios que unimos, Como mãos entrelaçadas no escuro. Ternamente, para não despertar a saudade, E esta não clamar pela ilusão de mais uma dança, Solto os meus dedos, meu corpo, meu eu. E que sintas no teu doce peito Este adeus que em pranto sussurro, Derramando os beijos que tinha guardados.   
27.07.21

Acordar

Parabéns à Vida!

Maresia
Hoje é dia de "Acordar" com os versos de Álvaro de Campos e não esquecer o "entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode acontecer de bom"... e como uma criança de visita a esta feira de beleza e sensações, amar todas as coisas a cada passo e não sossegar perante cada alvorada que nos abre os braços. Com o pranto regar as flores e com elas cobrir os caminhos da tristeza, que nada será o bastante para levar este universo ao colo. Maresia ♡ (...) Toda a manhã que (...)
25.07.21

(Des)Ilusões

Maresia
São engenhosos os ponteiros da vida que se acertam para nos mostrar a verdade, que teimosamente floreamos de ilusões... Lava as pétalas do rosto, desembaraça a trama dos teus cabelos e acorda. Sente a terra crua nos teus pés, escuta o sábio vento que te sacode, acredita no relógio do destino e já sabes... Antes de abrires o coração, abre os olhos...  
25.07.21

Viver com dom a Vida

Maresia
Viver! Sentir a vida a pulsar em nós! O nosso mundo é um reino encantado, a vida a magia e cabe a cada um de nós procurar a nossa felicidade a cada aurora que nos é dada. Não viva somente de esperança, que ao poente vira desalento, sentado no beiral da vida a ver os dias correrem desatinados, desalinhados dos sonhos, desafinados do bater do coração, ... Saia à rua dos dias, levante a cabeça, abra os olhos e o peito às oportunidades, percorra os caminhos, os mais tortuosos e (...)
22.07.21

It's time

Maresia
It's getting late, My mind grumbles... My heart slumbers Dreams and hollows... The clock is ticking, Teasing and yelling Enough's enough. Peaceful dawn is breaking, Embrace the coming days, Leave the phantoms, Go out there. Warmth will find you. Reality will shower you With all you deserve.
05.07.21

Ao poeta

Maresia
Sem me amares, Aprendeste a ler-me, Numa métrica acertada Ao bater do meu coração. Despiste-me com os teus versos, Leste as metáforas da minha alma. E é em teu poema espelhado, Que deito meu corpo inerte, Que iludo as noites, E que escrevo a cada aurora, Com uma coragem sombria, Cada letra da palavra saudade, Sabendo nas entrelinhas, Que soletrei a despedida. Reading woman, Laura Lacambra Shubert