Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.
Poemas meus e desabafos de amor e de vida.
Partilha de sentires, emoções, aferições, estados de alma e coisas banais. Pequenas histórias de ontem, de hoje e que se sonham para o amanhã.
Poemas meus e desabafos de amor e de vida.
Aos Deuses, Clamo por força e vida! Que meu corpo seja Templo... Um frontão à paz e ao amor. O meu sangue, paixão. O meu sorriso, gratidão. Os meus olhos, verdade. Que minha alma seja pórtico... Guardiã de luz e energia. Cada coluna, um sentir. Cada capitel, um saber. Cada pedra, uma palavra. Aos Deuses, eu clamo!
Não quero ser Rainha… Nem bela, forte e imponente Princesa, Cercada, murada e segura. A bramir honras, a rezar por boas novas, Votos seculares, guardiões de dignidade. Que brava! Assim, tão sobrevivente a tudo… Afinal… Sobrevive, sempre, quem não sai do lugar. Quero ser Mulher… Quer ser crua, guerreira e poetisa… Livre, pensante e corajosa. A afirmar valores, feitos e conquistas, Valores verdadeiros, panteões de humanidade. Que brava! Assim, vivendo tudo a cada dia… No final… Vive, sempre, quem muda de lugar.
Na colisão com as horas, O tempo empurra mágoas, Apazigua saudades. Mas relembra a finitude, A corrida dos dias Apressados, varridos... Empurrões em frente, Que nos apagam chances A cada batida do coração. Do nada, Não te prendas, Senão à tua vontade. Não te enlaces, Senão ao teu amor próprio. Não te iludas, Senão com os teus sonhos. Não te percas. Senão no teu caminho. Respira a vida a cada segundo, Aproveita com amor cada minuto, Sorri e sê grata a todas as horas.
Na vida, vestida de Rosa, Que flor temerosa, De doce beleza. Partilhas as pétalas, Sacrificas as folhas. Segura em raízes de amor, És caule firme de mãe, Pólen mágico de avó, Fragrância leve e fresca. Mulher bondade, Moça bonita, Eterna criança. Mãe, minha.
Sou infinitude. Não me descortino o fim, perco-me em mim, num templo de sonhos, pensamentos, criações arreadas. Abstraio-me do mundo. No meu não há tempo, nem horas, nem mortes. Há dias que sou medieval, de vestido, couro e escaramuça, criança levada pela mão do avô, ou abraço da semana findada reinventado. Noutros, recrio beijos para darmos amanhã, alinhavo viagens, percorro as estradas que me esperam, morro nos meus braços. Que ventos me percorrem a toda a hora... Instant (...)
No mar salgo a alma, Travo que me beija a boca, Me respira na pele, Me lava impura, me quebra. Na areia descanso, Corpo e pensamentos desnudos. Deixo a brisa levar uns tantos. Inspiro o alento e a paz. Fito o céu de infinito azul, Ofusca-me o sol, Deixo que me aqueça os poros, Me derreta o tino, E me deixe primitiva, estar.
Guardadas em mim fechadas. Flores secas nas páginas de um livro. Perco-vos, a cor e o foco. Rostos esbatidos. Sinto-vos no sorriso e no peito. Fechadas em mim perdidas. A vossa última morada de uma vida. Comigo irão, para as estrelas. Eternas no vazio. Escrevo-vos nas entrelinhas, em mim. Perdidas em mim vividas. Tijolos e argamassa do meu pulso e pensamento. Sem vós, incompleta. Páginas em branco. Puxo-vos da alma para a ponta das letras.
Amaram-se sem perceber. Na indiferença, No olhar por trocar, Nas palavras vagas. Já se traziam de outras vidas. Encontravam-se sem perceber. No pôr do sol, No luar, Nos pensamentos. Olhavam o mesmo céu estrelado... Perderam-se sem perceber. Nos medos, Nas luzes artificiais, Noutros amores. Soubessem eles a verdade. E morreriam no beijo, Se queimariam na pele, Entregariam as almas.
Miúda! Vai descendo a calçada, ainda estonteada pelo abraço. Sorri para as camélias, acelera o passo, evita correr e saltar de entusiasmo. O sol brilha perante tanta alegria. Mulher! Percorre a rua movimentada, Atrasada, em passo de corrida. Indiferente ao mundo, Perdida nos pensamentos, Evita sorrir e revelar desejos. O vento sopra levando o beijo. Senhora! Vai subindo as escadinhas, Derrotada por aquele adeus. Erguendo a sua dor ao céu, Sufocada por aquele amor, (...)
O sol pediu à nuvem Licença para passar. A nuvem desajeitada, Levou tempo a desviar. Luísa, ali fechada, Sem o sol para a brindar, Sem os seus raios de luz, Ficou no escuro a chorar. Mas a nuvem vagarosa, Com o vento a ajudar, Deixou o sol esgueirar-se E pôr o quarto a brilhar. Luísa, bateu as palmas. Deu os bons dias a gritar. Saudou cada recanto. Quem lhe dera dançar! O seu quarto é o seu mundo, Seu sorriso a energia solar. Com chuva faz curto circuito, (...)
Canto da alma,
sussuro melodioso,
dança de palavras,
rodopio de borboletas.
Hipérbole, metáfora.
Perífrase, eufemismo.
Aconchego de sentimentos,
Casa de sonhos, de vida.
Mundo mágico só meu,
Que partilho contigo.
Dia mundial da Poesia - 21 de março